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domingo, 12 de maio de 2013

SIDURZINHO PARA CRIANÇAS

Sidurzinho
Jairo Fridlin e Ivo Minkovicius, Editora Sêfer, 54 páginas (15x14 cm, capa dura), ISBN 85-85583-02-9 – 2003 (já na 3ª edição)

Informações e encomendas através do email  euronigma@sapo.pt 
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Sidurzinho para Crianças
Livrinho de rezas que visa familiarizar as crianças com algumas das principais orações do dia-a-dia.
Os textos em hebraico são acompanhados pela tradução em português. A transliteração dessas rezas aparece no fim do livro.
Todo ilustrado por Ivo Minkovicius, é dedicado totalmente às crianças.
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Introdução
Há certas coisas que, o quanto antes, melhor. Aprender a louvar, confiar e “dialogar” com Deus é uma delas!
Norteados pelas várias edições do Sidur Infantil editado pelo Departamento Religioso do Ministério de Educação e Cultura de Israel, sob coordenação do Rabino Azriel Devir, preparámos esta edição em português, com o intuito de familiarizar nossas crianças com algumas das principais orações do livro de rezas judaico.
Visando a permitir aos próprios pais introduzirem seus filhos a este belo e doce mundo da oração, além dos textos em hebraico, breves frases em português, que exprimem o sentido das orações, e cativantes ilustrações, incluímos no final do livro, a transliteração de todas as rezas, para que o desconhecimento do hebraico não seja um empecilho.
Caberá, porém, aos pais e educadores utilizar este Sidurzinho de acordo com o ritmo de aprendizado próprio de cada criança, de forma progressiva e carinhosa.
Assim, que o bom Deus esteja sempre atento aos doces e puros anseios dos filhos do seu povo!
Jairo Fridlin

terça-feira, 30 de abril de 2013

HEBRAICO FÁCIL

Hebraico facil2
Prolog / Israel, Editora Sêfer, livro (320 páginas - 16x23 cm, capa dura) + 3 CDs e DVD, ISBN 978-85-85583-40-8--, 2007 (2ª edição)
Informações e encomendas através do email  euronigma@sapo.pt 

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Hebraico Fácil - Aprenda Sozinho! Curso Completo.
Este curso audiovisual, composto de livro, 3 CD's de áudio e um DVD, foi elaborado especialmente para autodidatas que desejam adquirir uma base sólida para ler, escrever e compreender o idioma hebraico.
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Estrutura e Metodologia
Comece cada uma das 30 lições no LIVRO DE TEXTOS, que traz a tradução e a transliteração de todo o vocabulário, diálogos, exercícios e noções concretas de gramática, tudo passo a passo, com clareza e objetividade.
Em seguida, escute a lição no CD, faixa a faixa. A gravação clara e pausada, realizada por locutores profissionais de Israel, possibilitará ao estudante aprender a pronúncia correta das palavras (entonação e acentuação), como se fala em Israel, sem sotaques estranhos que atrapalham o aprendizado.
Depois de formar seu vocabulário, aprender verbos e gramática (a parte teórica), você passará para o DVD, que contém 25 dramatizações do dia-a-dia, de 2 a 3 minutos cada uma. Nelas, você participará ativamente de conversas com os atores, por meio da leitura de subtítulos em hebraico que aparecerão na tela (mas constam do livro também).
Através da aplicação prática dos conhecimentos anteriormente adquiridos, você vai estar treinado e seguro para um bom bate-papo em situações similares que acontecerão no futuro. Este é o grande diferencial deste moderno método, desenvolvido e bastante utilizado por estudantes estrangeiros em Israel e em todo o mundo.
APRENDA SOZINHO A LÍNGUA DO POVO DE ISRAEL!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

ZEMIRÓN COMPLETO

Zemirón Completo
Edição Jairo Fridlin, Editora Sêfer, 160 páginas (14x21 cm, capa dura de luxo), ISBN 978-85-85583-95-8, 2008

Informações e encomendas através do email  euronigma@sapo.pt 
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Zemirón Completo – com Tradução e Transliteração
Edição luxuosa, em papel cuchê e colorida, de todas as rezas e canções da mesa do Shabat, em três versões: hebraico, tradução completa e transliteração. Inclui a Bênção de Graças Após as Refeições, as Bênçãos Nupciais, o Kidush (Santificação) para os dias de festa, a cerimônia de Ushpizin (inédito em português) e diversas outras canções.
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Significado do Shabat
O Shabat ocupa um lugar central no judaísmo. Sua imagem e seu múltiplo conteúdo encontram sua expressão numa vasta literatura. A ideia do Shabat e sua importância são ressaltadas na Bíblia inteira, a começar pelo relato da Criação e pelo lugar que ocupa nos Dez Mandamentos, dados durante a Revelação no Monte Sinai. É o Shabat que tem sido o factor principal da característica judaica do Povo de Israel, durante os longos séculos de sua Diáspora. O judeu, tão frequentemente oprimido e perseguido por povos malvados e cruéis, voltava a ser um homem livre ao encontrar  sua paz de espírito e descanso espiritual uma vez por semana. A libertação semanal de opressão aliviava a aflição da Galut (Diáspora, dispersão), até reduzi-lo a seis dias semanais, pois que o Shabat proporcionava um intervalo.
Deveras, parece que nunca houve uma geração que precisou tanto do descanso espiritual como a nossa. As muitas atividades de hoje em dia exigem do homem um esforço mental muito maior do que no passado. Os meios de comunicação a ele apelam incessantemente, de todos os lados, e penetram na sua vida particular e pública. O ritmo de vida estonteante da nossa época sujeita o homem a uma grande pressão. Ele não tem tempo para encontrar-se consigo e com seus pensamentos, para refletir sobre seus atos e pensar sobre suas ideias e melhorar seus passos. O ser humano perde sua personalidade. Diminui cada vez mais o número de pessoas com condições de expressar opiniões próprias sem estarem influenciadas e orientadas pelos meios de comunicação. O desligamento do grande mundo e o recolhimento para o ambiente íntimo criado pelo Shabat, por um dia, podem assegurar a liberdade espiritual do indivíduo.
Extraída da Resenha das Festas Judaicas,  do Rabino Abraham Blau, traduçãoo de Rafael Fisch, São Paulo, 1981, in “Sidur Avodat Halev”.

sábado, 6 de abril de 2013

GRÁCIA NASI

9789896262440
Esther Mucznik, Esfera dos Livros, 208 páginas + 16 extratextos(16x23,5 cm, cartonado), ISBN 9789896262440, Set. 2010
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Grácia Nasi - A Judia Portuguesa do Século XVI que desafiou o seu próprio destino.
A história judaica tem mulheres extraordinárias. Da matriarca Sara à sionista Golda Meir, muitas mulheres judias fizeram história. Grácia Nasi foi uma delas. Com um carácter intocável e uma personalidade de ferro moldada pelas agruras da vida, esta mulher não teve medo de desafiar homens, papas, reis e o seu próprio destino. Nasceu em 1510 em Portugal depois de a sua família ter sido perseguida e expulsa de Espanha.
Contudo não seria em Lisboa que encontraria a tranquilidade desejada. Viúva aos 25 anos, herdeira de um império comercial e de uma incalculável riqueza cobiçada por todos, Grácia Nasi torna-se numa verdadeira mulher de negócios, assumindo o seu espírito pioneiro e empreendedor, traço marcante dos sefarditas judeus/cristãos novos.
Grácia Nasi percorre o mapa da Europa, passando por cidades como Antuérpia e Veneza, até chegar ao Império Otomano, onde finalmente pode praticar a sua fé às claras, sem recear qualquer perseguição. É aí que se dedica a ajudar os seus correligionários a escapar à Inquisição, apoia o estudo e o ensino religiosos, bem como a edição de Bíblias e estende a mão aos mais necessitados.
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A História dos judeus é uma história de violência e sofrimento causada pela suposta traição de Judas a Jesus Cristo (curioso ver agora que a História começa a perceber que não houve qualquer traição). Devido a isso, a religião cristã hostilizou todo um povo sendo curioso que Jesus Cristo era também judeu logo. A religião cristã, como tem sido seu apanágio, é incoerente.
No entanto esta é a explicação simples dessa ostracização. O que de facto tem sucedido é o povo judeu ser um povo altamente empreendedor, fazendo com que sobressaia nos negócios, nas artes e na cultura. Resultado disso, a influência económica e cultural que desde sempre souberam criar, tornando-os alvo de invejas e cobiça, pois são disso alvo aqueles que sobressaem em qualquer actividade. E a História refere várias famílias judias cujo império era imenso e que inclusive emprestaram dinheiro a reis e imperadores.
É precisamente o caso da família de Gracia Nási,
Casada em 1528 com Francisco Mendes, Gracia Nasi e todas as famílias judias são obrigadas a tornarem-se cristãs novas (marranas) por lei de D. Manuel em 1496 como contrapartida para casar com D. Isabel de Aragão. Caso não o fizessem seriam expulsos de Portugal, o que veio a suceder em milhares de casos.
Inicia-se aí todo um percurso que irão demonstrar os imensos interesses que estão por detrás dessas conversões forçadas e que levarão Gracia e sua família a fugtr do país.
Surpreendeu-me a força de Gracia Nasi na sua luta pelos judeus. Não me surpreendeu a imensa hipocrisia da religião Católica/cristã que é a grande culpada pelo atraso de séculos da ciência e, a meu ver, pela pobreza cultural e até financeira em que o país caiu desde o séc. XV.
Um excelente livro de uma Grande Pessoa, uma época grande mas de acontecimentos muito tristes.
In Blog nlivros.blogspot.com

sexta-feira, 5 de abril de 2013

O CUZARÍ

O Cuzarí
Rabino Iehudá Halevi, Editora Sêfer, 440 páginas (12x17 cm, capa dura), ISBN 978-85-7931-006-5, 2003 (2010 – 2ª Edição Revista e Ampliada)

Informações e encomendas através do email  euronigma@sapo.pt 
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O Cuzarí – Edição Ampliada
Um tributo de amor ao Deus de Abrahão e a Tsión, a Terra de Israel, O Cuzarí, obra-prima da literatura clássica judaica, é fruto do coração sensível e da mente privilegiada do Rabino Iehudá Halevi, erudito da Torá que viveu na conturbada Espanha do século XI. Suas palavras, como se escritas a ferro e fogo, desafiaram o tempo e atravessaram incólumes séculos de perseguições, opressão e violência.
O Cuzarí é um livro que reúne intelecto e emoção, moral e história. Mas, acima de tudo, é um livro sobre a essência da Emuna, a Fé em seu sentido mais amplo. Ele nos ensina que não basta entender ou sentir o judaísmo. Fundamental é vivê-lo gloriosamente, em toda sua plenitude.
Nova edição, ampliada com quadros que sintetizam alguns dos tópicos mais importantes da obra.

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“O Cuzarí é um livro santo e puro. Os princípios da fé de Israel e da Torá dependem de seu estudo.”
Gaon de Vilna
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Prólogo: O Sábio-Amigo
Já se passaram novecentos anos desde que esta maravilhosa obra, o Sêfer Hacuzarí, foi escrita, e ela continua a ser um livro básico para o estudo dos fundamentos da fé judaica e da Torá de Israel.
O Chidá (Rabino Chaim David Azulay), em seu livro “O Nome dos Grandes (Sábios) de Israel”, descreve o Rabino Iehudá Halevi como “um poeta magnânimo, que proclamava a sua poesia com total fervor frente a Deus... com expressão cândida e prosa doce como o mel, fala cristalina e aconchegante”. Muitas de suas poesias foram copiadas para o livro judaico de orações. Sua maravilhosa poesia Tsión Halo Tishalí, um cântico de saudades profundas pela Terra de Israel, encerra as lamentações de Tishá be Av. Não conheço em toda a nossa literatura uma poesia tão marcante de saudades por nossa terra.
No livro “O Cuzarí”, ele protesta contra o desleixo dos judeus da Diáspora em tentar ascender à Terra de Israel, povoá-la e reerguê-la dos escombros, tanto no passado, durante o período do Segundo Templo, quanto em sua época (e mesmo agora, na nossa). A lenda popular descreve as circunstâncias de sua trágica morte logo ao chegar na sua amada pátria ancestral. Conta a tradição, que o rabino Iehudá Halevi pôs-se de pé no convés do navio que o trazia de volta a Israel, enquanto este se aproximava do porto de Jaffa, esperando com grande ansiedade o momento de descer à terra. Logo ao chegar ao solo santo, pulou do navio e deitou-se no chão, beijando e abraçando sua areia e e suas pedras. Assim fizeram também os grandes sábios de Israel que o precederam, como o Rabi Abahu e o Rabi Chia bar Gamada (Talmud, Ketubót 112). Um árabe que passava por ali, montado em seu cavalo e sem compreender a cena, pensou que o rabino estava louco. Com muita raiva, subiu sobre ele com o seu cavalo, pisoteando-o até à morte.
O Gaon de Vilna despertou e estimulou seus discípulos a estudarem “O Cuzarí”, “um livro santo e puro, cujos princípios de fé de Israel e da Torá dependem de seu estudo” (Tosséfet Maassê Rav, parágrafo 15).
Um detalhe curioso e peculiar do livro é a forma como o rabino é designado. Ele não chamado de “rabino” e nem mesmo de “sábio” ou “Gaon”, e sim por um termo cujo significado é especial em hebraico e árabe e que não pode ser plenamente traduzido para outros idiomas. Quem lês esta obra em idioma estrangeiro perde muito de seu significado, devido às nuances da linguagem do autor.
Neste livro, o judeu é chamado de Chaver, “amigo”, cujo significado em hebraico é duplo. Na linguagem falada em nossos dias, quer dizer “colega”, “companheiro”. O mesmo se dá no Pirkê Avot (1:6): “Adquire um amigo.” Não obstante, esta palavra tem um significado adicional no hebraico original: na época dos sábios da Mishná, os grandes eruditos em Torá e minuciosos no cumprimento das mitsvót eram chamados de Chaverím (Mishná, Demai 2,3). O Chaver (“amigo”) é um mestre, conselheiro e orientador (ver o Rashi em Gênesis 45:8, com referencia a José, quando o Faraó o nomeou chefe de governo). Chéver é um dos nomes de Moisés, pois ele conectava o povo de Israel com seu Pai Celestial (Talmud, Meguilá 13).
Esta duplicidade idiomática foi bem empregue no livro “O Cuzarí”. As respostas ao rei não foram dadas por um erudito ou académico, enclausurado em sua torre do saber, ou por um génio totalmente distanciado da compreensão das pessoas simples. O sábio judeu, mesmo extremamente versado nos assuntos da Torá, soube falar ao seu interlocutor de modo amistoso e caridoso. As respostas foram dadas “ao nível dos olhos”, podendo ser compreendidas por qualquer um de nós. Deste modo, é mais fácil “amigar-se” com o texto, entendê-lo e aceitá-lo. Não se trata de uma palestra ou aula, mas, sim, de um colóquio ameno e objectivo entre duas pessoas muito próximas espiritualmente uma da outra.
Na tradução do texto ao português, não há como manter o significado mais amplo da palavra Chaver, daí a opção pelo termo “Sábio”. Não obstante, a lembrança do Rabino Iehudá Halevi nos lábio de todos aqueles que estudarem e abraçarem seus ensinamentos, será sempre a do “amigo-sábio”.
Rabino Moshe I. Bergman – Soc. Beneficiente Cultural Bnei Akiva de São Paulo