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sexta-feira, 3 de maio de 2013

ASSIM NASCEU ISRAEL

Assim Nasceu Israel
Jorge García Granados, Editora Sêfer, 328 páginas (16x23 cm, flexível), ISBN 978-85-85583-91-0, 2008
Informações e encomendas através do email  euronigma@sapo.pt 

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Assim Nasceu Israel – Nos Bastidores da ONU: a votação que levou à criação do Estado Judeu
Este livro é o primeiro relatório detalhado, feito por uma testemunha que viveu o que a Comissão Especial das Nações Unidas para Palestina (UNSCOP) encontrou na Terra Santa, como se decidiu em favor da partilha e como nasceu Israel.
Além disso, é esta também primeira revelação franca do que ocorreu por trás dos augustos portais das Nações Unidas em todo o processo. Conta como funciona a Assembleia Geral; como, por meio de acordos, se elegiam as comissões especiais; como algumas personalidades dirigem e modelam a política de uma nação; como as grandes potências pressionaram e contra pressionaram os seus satélites antes da proclamação da independência de Israel, em 15 de maio de 1948.
O autor, Jorge García Granados, como chefe da delegação guatemalteca perante as Nações Unidas, foi designado para a Comissão Especial desse organismo para a Palestina, designação que acolheu com simpatia e calor. Permaneceu vários meses na Palestina com a Comissão, entrevistando os ingleses e reunindo-se em segredo com representantes do movimento subterrâneo judeu, com membros da Haganá e com as diversas facções árabes. Conversou com prisioneiros políticos, com motoristas, com operários, com colonos, assim como com funcionários de todo tipo. Foi à Palestina com total imparcialidade e isenção e saiu dali plenamente convencido da justiça da partilha. Em cumprimento de suas tarefas, visitou os campos de refugiados deslocados da Europa. Depois, retornou a Lake Success, então sede da ONU, para lutar por decisões transcendentais.
Com profunda humanidade e sensibilidade, e com o enfoque de um latino-americano que, segundo suas próprias palavras, "é de um país de dores", García Granados narra neste livro apaixonante o que viu e o que ouviu. Não foi só o jogo duplo, a opressão e a intriga: também o idealismo, a determinação e as proezas presenciadas que foram a causa desta primeira história informal da gênese de Israel.
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Prefácio à Edição Brasileira:
Este livro é desconhecido da grande maioria do público de língua portuguesa, e seu autor, Jorge García Granados, um jornalista, advogado e diplomata guatemalteco, é pouco mencionado até mesmo nas comunidades judaicas e em Israel, que têm com ele uma dívida de gratidão por sua luta em prol da partilha da Palestina. Ele ajudou a abrir caminho para o nascimento de Israel.
Granados sofreu desde jovem a ditadura e o despotismo em seu país. Por defender a liberdade, foi preso e desterrado. No entanto, isso só fez aumentar seu apego às causas em que acreditava e moldou nele um espírito corajoso que jamais se dobrava aos poderosos. Era uma personalidade ímpar, sempre dedicado à justiça. Quis o destino que fosse o representante da Guatemala na Organização das Nações Unidas (ONU) quando os ingleses resolveram levar o problema da Palestina àquela instituição mundial.
Indicado para integrar a UNSCOP, a Comissão Especial das Nações Unidas para a Palestina, foi para o Oriente Médio com a imparcialidades que o caracterizou por toda a vida. Depois de meses conversando com pessoas de todo o tipo, visitando kibutzim e constatando os “milagres” que os judeus faziam ao transformarem desertos em áreas cultiváveis, em meio a condições extremas do clima, sofrendo o desdém dos britânicos que detinham o Mandato e sangrentos ataques das incitadas turbas árabes, Granados deixou a Palestina convencido da necessidade e da justiça da partilha, tornando-se, então, um dos seus grandes e mais forte arautos na ONU. Ele ainda foi à Europa e percorreu, entre sensibilizado e indignado, os campos onde viviam em estado de completa miséria judeus refugiados e deslocados, que não podiam imigrar para a Palestina nem voltar aos seus países de origem.
Trata-se de uma obra importantíssima, não só para nós judeus como para os não-judeus que se interessam pela questão do Médio Oriente. O relato de Granados, é um documento valioso para a compreensão do tema e um testemunho notável para a história, especialmente deste caso tão manipulado por aqueles que nunca se conformaram com a Independência de Israel. Suas páginas nos apresentam argumentos e fatos históricos paticamente inéditos e tão fortes, ainda desconhecidos do grande público, que acrescentam novas e irrefutáveis provas do direito judaico à Palestina.
É lamentável que, por mais de 60 anos, este livros, que só existia em inglês, espanhol e hebraico, tenha ficado inacessível ao leitor de língua portuguesa. Agora, este poderá conhecer mais a fundo as inúmeras facetas tratadas nesta obra, como, por exemplo, a fragilidade das reclamações árabes: Granados capta um dos motivos pelos quais eles nunca aceitaram o Estado Judeu – “Israel fere a dignidade nacional dos árabes” – ou, ainda, detalhes interessantes sobre a Declaração de Balfour e em que circunstâncias  ela foi elaborada e entregue; e todo o histórico da Liga das Nações ao conceder o mandato que a Inglaterra se encarregasse de criar o Lar Nacional Judaico e como ela se desviou disso por interesses políticos próprios.
O autor descreve também sua indignação com o brutal regime policial dos britânicos, a opressão, as injustiças e os tribunais ditatoriais que os ingleses impuseram aos judeus. Em determinado ponto de seu relato, chega a dizer que a atitude dos ingleses – sempre considerados paladinos do humanitarismo e da não-violência – era muito pior que a dos despóticos ditadores latino-americanos da época.
Há também um comovente testemunho sobre o célebre episódio do navio Exodus, relatado pelo diplomata que o ouviu de um não-judeu norte-americano, um reverendo que foi tripulante voluntário no transporte de imigrantes ilegais para a Palestina. O que se passou nos bastidores das comissões, subcomissões e Assembleia Geral da ONU é outro tema abordado com detalhes, que mostram como eram feitos os acordos entre os países para decidir questões na ONU, as pressões e as manipulações dos votos, especialmente as tentativas dos países árabes em impedir, a todo custo, que a partilha prosperasse e fosse aprovada pela maioria dos países do mundo.
Não menos importante é a corajosa revelação – surpresa para muita gente – de que os Estados Unidos nem sempre foram favoráveis à criação de Israel, chegando a ameaçar com sanções a então iminente jovem nação. O Estados Unidos foram o primeiro país do mundo a reconhecer a independência de Israel, mas fizeram de tudo para impedir que ele nascesse no dia 15 de Maio de 1948 e, além disso, tentaram, seguindo o caminho do apaziguamento, propor a revogação da partilha e criar um fideicomisso após a retirada das tropas britânicas – tudo para agradar os árabes e não ferir seus interesses petroleiros no Médio Oriente.
Este livro, agora em português, é uma homenagem à memória de um dos maiores democratas da América Latina: o seu autor, Jorge García Granados.
Os tradutores: Sara Schulman e Szyja Ber Lorber

terça-feira, 2 de abril de 2013

A ARTE DA ALEGRIA


Rabino Hadar Iehudá Margolin, Editora Sêfer, 303 páginas (14x21 cm, brochura), ISBN 978-85-85583-84-2, 2007

Informações e encomendas através do email  euronigma@sapo.pt 
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Bessimchá Uvtuv Levav
"O homem de fé sente que Deus é um Pai misericordioso, que cuida e protege, que lhe faz o bem e não o deixa tropeçar. Mais ainda, tudo o que acontece na vida do homem toma um sentido de "isto também é para o bem" e de "tudo o que vem dos Céus é para o bem". Ou seja, todas as acções de Deus são direccionadas para o bem, independentemente de como o homem o compreende e sente-o. Assim sendo, qualquer acontecimento que nos é enviado dos Céus é o maior e mais merecido bem. Portanto, que motivo pode haver para preocupação e tristeza?"
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"A alegria não está sob controle total da pessoa. Os sentimentos do coração não são como as mãos e os pés, que são controlados e subordinados às instruções do cérebro. Os sentimentos têm as suas próprias regras. Às vezes, tem-se a impressão que não é qualquer um que cconsegue estar imerso em alegria. Parece que a alegria é algo que chega quando está tudo bem, mas, quando há problemas, a pessoa já não consegue ficar alegre, pois isto está além do seu controle.
Isto é certamente um erro!
Se fomos comandados pela Torá a estar imersos em alegria – ou seja, isto é uma mitsvá" -, então certamente temos a força e a habilidade para cumpri-la. Este é o objectivo do livro A Arte da Alegria: demonstrar como a pessoa pode alcançar a legria e como fortalecer a pessoa que procura pela alegria, direccionando-a no caminho que a fará chegar a essa meta tão sublime."
Rabino Hadar Iehudá Margolin - Jerusalém
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"É sabido que a alegria sentida ao cumprir-se uma mitsvá é uma mitsvá por si só. E, assim como a mitsvá é um serviço a Deus, bendito seja, a alegria também é chamada de serviço, como está escrito:"Por não teres servido ao Eterno, teu Deus, com alegria e contentamento"; e é por isso que está escrito "Sirvam ao Eterno com alegria" (Salmos 100:2) - querendo dizer que a alegria é o serviço Divino completo."
Rabênu Bacheiê

segunda-feira, 1 de abril de 2013

UMA HISTÓRIA DO POVO JUDEU


Uma História do Povo Judeu, volume 1: De Canaã à Espanha Hans Borger, Editora Sêfer, 480 páginas (16x23 cm, capa flexível), ISBN 85-85583-22-3, 1999 (3ª edição)

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Uma História do Povo Judeu, volume 2: Das Margens do Reno ao Jordão Hans Borger, Editora Sêfer, 656 páginas (16x23 cm, capa flexível), ISBN 85-85583-41-X, 2002
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Creio que o público leitor interessado na temática terá, pela primeira vez, a oportunidade de manusear uma história judaica, abrangendo desde o período bíblico a do Segundo Templo até à expulsão dos judeus da Espanha e de Portugal, escrito com honestidade intelectual, isenção de espírito e conhecimento dos factos. Na verdade, desde que foram publicados em língua portuguesa os resumos da história judaica do clássico Simon Dubnov e de Cecil Roth, nas décadas de 40 e de 50, pouco se fez para actualizar o nosso conhecimento sobre o assunto. Portanto, um dos méritos, entre outros, da obra de Hans Borger é o de apresentar a matéria em questão sob a luz das novas descobertas arqueológicas e da pesquisa mais recente numa síntese amena e atraente, enriquecida de farto material ilustrativo e cartográfico. Prof. Dr. Nachman Falbel, Titular de História Medieval, Universidade de São Paulo
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Sobre o autor: Hans Borger nasceu em Berlim, Alemanha, e chegou como adolescente ao Brasil em 1936, com sua família, fugida do nazismo. Integrou-se rapidamente na comunidade judaica paulistana, participou de vários movimentos juvenis e, adulto, ocupou cargos de direcção na vida comunitária. Ávido leitor e apaixonado da história judaica é, ao lado de alguns cursos que fez, essencialmente um autodidacta, e este livro é o resultado de dezenas de anos de convivência com académicos e de estudo e pesquisa próprios.

terça-feira, 26 de março de 2013

HAGADÁ DE PÊSSACH


Idealização: Jairo Fridlin, Ilustrações: Ruben Rosemberg, Editora Sêfer, 126 páginas (16x23 cm, brochura), ISBN 978-85-85583-17-0, 1993 (10ª edição)
Informações e encomendas através do email  euronigma@sapo.pt 

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INTRODUÇÃO Um momento especial na vida familiar judaica é a hora do Sêder. Nele, o povo judeu resgata a sua memória tri-milenar e vivencia a época na qual uma grande família conquistou sua liberdade e soberania e passou a conviver no palco das nações no sentido mais pleno. É revivendo os episódios desta saga que culminou no êxodo do Egipto que a família judaica congraça-se e renova sua crença num mundo livre e mais humano, acalentando a chama da tradição e a aspiração messiânica, sob a égide do Estado de Israel e a grande esperança de continuidade depositada nos jovens e crianças do nosso povo. Esta Hagadá, que ora apresentamos, reflecte esse anseio. Dirigida aos públicos jovem e adulto, ela pretende reforçar o elo de ligação entre as gerações, possibilitando a todos acompanhar juntos as sublimes lições que há milénios nossos antepassados revivem nas duas primeiras noites de Pêssach. Através de recursos gráficos sofisticados e uma preocupação constante com a didáctica e a clareza dos textos, esta Hagadá almeja fortalecer a tradição do Sêder nos lares judaicos – de um Sêder com conteúdo religioso, à maneira tradicional. Nesse sentido, esta Hagadá traz, lado a lado, um moderno texto hebraico, sua transliteração (pronúncia fonética), para aqueles entre nós, que ainda não aprenderam o nosso idioma sagrado, sua tradução para o português, tradução esta explicativa, bem acessível e adaptada para a leitura em voz alta, instruções concisas sobre os procedimentos usuais durante o Sêder, tanto para ashkenazim como para sefaradim, e breves comentários sobre alguns trechos relevantes e conhecidos. As ilustrações e todo o colorido pretendem, ao mesmo tempo, encher os olhos das crianças e servir como instrumento didáctico para certas nuances da Hagadá. A sensação do dever cumprido sentiremos se mais chefes de família "ousarem" organizar um Sêder em suas casas e descobrirem quão prazeiroso, fácil e recompensador é para um pai ou uma mãe transmitir eles mesmos aos seus filhos a emoção e responsabilidade de ser judeu. São Paulo, Adar de 5753, Março de 1993 Jairo Fridlin

segunda-feira, 25 de março de 2013

NA ESPIRAL DO TEMPO


Uma viagem pelo calendário judaico David Gorodovits, 182 páginas (14x21 cm, brochura), ISBN 978-85-85583-92-7, 2008
Informações e encomendas através do email  euronigma@sapo.pt 

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Descreve, comenta e explica as datas e festas do calendário judaico, entremeando as lindas parábolas do autor, que tanto emocionam seus ávidos ouvintes e leitores. As festas e as comemorações nacionais representam os pontos de inserção na história da nação, em seus momentos mais significativos e marcantes, para que não se esqueçam seus caminhos no passado como um indicador de quem somos e dos caminhos para o nosso futuro. As festas e as comemorações religiosas nos inserem na espiritualidade da fé, na comunhão com o Divino, contraponto necessário para dar um sentido à vida que transcende o materialismo do dia-a-dia. As festas e comemorações populares, folclóricas, nos remetem à alegria de uma cultura autêntica, que é ao mesmo tempo a expressão de nossa maneira de viver e de como queremos viver. As festas e comemorações judaicas reúnem, todas e cada uma delas, esses significados, como nos conta David Gorodovits em seu livro Na Espiral do Tempo. Com clareza, leveza, fluência e bom humor, ele nos apresenta a cada uma das comemorações judaicas ao longo do ano, ao longo dos meses, ao longo da semana; explica seu significado, sua raiz histórica, os costumes a elas vinculados, assim como nos dá uma visão humana e humanística de sua repercussão no corpo e na alma, da emoção que elas evocam, da memória que suscitam, das vivências que proporcionam, dos pequenos e grandes aspectos que as cercaram no passado e as criaram como elo entre este passado, o presente e o futuro dos judeus e do povo judeu. Neste livro não só se aprende tudo sobre esses momentos cruciais da história e da religião judaicas, mas aprendemos também como eles repercutem na vida real das pessoas, como seu significado se traduz em vivência, e não só em culto e memória. As histórias e episódios que o autor nos conta com maestria formam um verdadeiro midrash, e os poemas e excertos que ele reúne em torno de temas heróicos ou dramáticos da história são a reverberação da alma judaica que exulta ou que sofre, que resiste ou que festeja, que chora ou que ri. Na espiral do tempo justifica seu nome da primeira à última página. Uma espiral que se enraíza no mais distante passado, há milhares de anos atrás, e nos traz esse passado, transformado em recordação, em comemoração, em vivência ao presente, para que possamos vislumbrar essa espiral nos levando de encontro ao futuro inevitável do povo judeu, que é o do eterno reencontro com si mesmo.Paulo Geiger Sobre o autor: DAVID GORODOVITS, natural de Salvador, na Bahia, é pós-graduado em Engenharia Civil e Engenharia de Segurança, tendo feito vários cursos nas áreas de Administração de Empresas e Física. Actuou nos últimos 25 anos na área de Suprimentos e actualmente é o Director Executivo do Centro de História e Cultura Judaica (CHCJ). Mora no Rio de Janeiro há mais de 50 anos e é membro actuante em quase todas as entidades judaicas da cidade, onde encanta os participantes de suas palestras, prédicas e cursos, com pérolas da milenar sabedoria judaica. É membro do Conselho Editorial da Sêfer e participou decisivamente na edição das obras SALMOS, A ÉTICA DO SINAI, TORÁ, O CAMINHO DOS JUSTOS, NEGÓCIO FECHADO, BÍBLIA HEBRAICA e O QUE É RESPEITAR O SHABAT? É casado com a pedagoga Augusta, pai de 3 filhos, 11 netos e 2 bisnetos.